< Previous60 that the charm of these trees, which are so popular and even today economically important, matters. Once essential in the learning of men in the beginning of agriculture, today it even acquires the status of “darling” of domestic gardens throughout Europe, especially in countries with a Mediterranean climate, ideal for their growth and complete development. And it makes perfect sense, its origin is precisely from the Mediterranean Basin that covers both southern Europe (much of the center and east) and northern Africa. Strong, robust and resistant, in Portugal widely cultivated, as already mentioned, as an ornamental tree, which is present in backyards from north to south of the country, surpasses different climates throughout the year when the four seasons reach very different temperatures, showing it is prepared for survival not only in the open and warm olive groves of Alentejo, Mas não é só por um passado longínquo que se dá o encanto por essas árvores tão populares e até hoje economicamente importantes. Outrora essencial na aprendizagem do homem durante o início da agricultura, hoje adquire até o estatuto de “queridinha” dos jardins domésticos por toda a Europa, principalmente nos países de clima mediterrâneo, ideal para o seu crescimento e desenvolvimento completo. E faz todo o sentido, a sua origem é justamente a partir da Bacia do Mediterrâneo que abrange tanto o sul da Europa (grande parte do centro e leste) como o norte da África. Forte, robusta e resistente, em Portugal largamente cultivada, conforme já mencionado, como árvore ornamental, ela, que está presente em quintais de norte a sul do país, ultrapassa climas diferenciados ao longo do ano quando as quatro estações atingem temperaturas 6162 but also in a peaceful garden in the north, where the thermometers in winter can reach 2 ° C or less. It is a fortress in the shape of a trunk and with branches that after about 5 years will start to give olives for the harvest. Resilience is another one of its many virtues, that is, it goes well in a pot or planted directly in the garden, with the correct and assertive maintenance of pot changes, can last for decades, also in private spaces. The leaves are persistent, although they suffer a lot from low temperatures, they can respond in a disastrous way, but they never end completely. The flowers, usually white or yellow, can be hermaphroditic and self-pollination is common (but it does not happen in all cultivars), with the wind being the main agent responsible for this process. Portugal is the eighth largest olive oil producer in the world (Spain is the first) and the quality of this Portuguese product has been recognized and valued for a long time. It is also in Portuguese lands that muito distintas, mostrando-se preparada para a sobrevivência não só nos Olivais de campos abertos e quentes do Alentejo, como também num pacato jardim na região norte, onde os termómetros no inverno podem chegar a marcar 2°C ou menos. É uma fortaleza em forma de tronco e ramos que após cerca de aproximadamente 5 anos vão começar a dar azeitonas para a colheita. A resiliência é mais uma das suas inúmeras virtudes, isto é, vai bem em vaso ou plantada diretamente no jardim, com a manutenção correta e assertiva troca de vasos, perdura por décadas, também em espaços privados. As folhas são persistentes, embora se sofrerem muito com as baixas temperaturas, podem responder de forma desastrosa, porém nunca acabam por completo. As flores, normalmente brancas ou amarelas, podem ser hermafroditas e a auto polinização é comum (porém não acontece em todos os cultivares), sendo o 63 the oldest olive tree is believed to exist, almost 3 thousand years old, that’s right, in addition, this plant from the same family as the jasmines (genus Jasminum), is also one of the most durable. All this grandeur and tradition ends up generating a sense of belonging in Europeans of Iberian origin. Oliveira seems to belong to their most remote traditions, having been present in the history of these people for so long that, in fact, today it would be difficult to dissociate the famous plant from the pioneer and ancient culture of the old continent. A great way to verify this identity is the huge demand that Olea europaea has in Garden Centers all over the country. Some want a small seedling to be taken care by several generations within the same family, others want a grown one, with some several decades of life, to be placed prominently in the garden among other seasonal flowers and plants, that, with luck, will survive some seasons. vento o principal agente responsável por esse processo. Portugal é o oitavo maior produtor de azeite do mundo (Espanha é o primeiro) e a qualidade desse produto lusitano é reconhecida e valorizada há muito tempo. É também em terras portuguesas que acredita-se existir a Oliveira mais antiga, com quase 3 mil anos de idade, isso mesmo, além de tudo, essa planta da mesma família dos jasmins (género Jasminum), também é das mais duradouras. Toda essa imponência e tradição acaba por gerar um sentimento de pertença nos europeus de origem ibérica. A Oliveira parece mesmo pertencer às suas tradições mais remotas, estando presente na história desses povos há tanto tempo que, de facto, nos dias de hoje seria difícil dissociar a famosa planta da cultura pioneira e antiga do velho continente. Uma ótima forma de constatar essa identidade é pela enorme procura que a Olea europaea tem nos Centros de 64 When it becomes common to want to have at home a specimen of such a symbolic and economically fundamental tree, perhaps it is because the rescue of culture is a present and collective feeling in contemporary life. Long-lived, strong and virtuous. This is the majestic Oliveira, a tree that bears fruit long consumed by so many, and which has gone through several dynasties, reigns and revolutions. Its importance, being resinified over centuries, leaves no doubt that it remains consolidated. From the extensive Olivais to the most intimate of gardens, giving the landscape an air of familiarity, discreetly reigning. Long live the queen! Jardinagem de todo o país. Alguns querem uma pequena muda para que seja cuidada por várias gerações dentro de uma mesma família, outros já desejam logo uma crescida, com algumas várias décadas de vida, para ser colocada em lugar de destaque no jardim no meio de outras flores e plantas sazonais, que, com sorte, sobreviverão algumas estações. Quando se torna comum querer ter em casa um exemplar de uma árvore tão simbólica e fundamental economicamente, talvez seja porque o resgate da cultura é sentimento presente e coletivo na vida contemporânea. Longeva, forte e virtuosa. Essa é a majestosa Oliveira, árvore que dá frutos consumidos há muito por tantos, e que já passou por diversas dinastias, reinados e revoluções. A sua importância sendo resinificada ao longo de séculos não deixa dúvidas de que ela permanece consolidada. Dos extensos Olivais ao mais intimista dos jardins, conferindo à paisagem ares de familiaridade, discretamente reinando. Vida longa à rainha!65 About Ingrid Brock: Born in Brazil and has lived in Portugal for three years. Biologist, she is studying for a master’s degree in Agronomic Engineering, studying, observing and writing about ornamental plants. Sobre Ingrid Brock: Nascida no Brasil vive em Portugal há três anos. Bióloga, cursa mestrado em Engenharia Agronómica, estuda, observa e escreve sobre plantas ornamentais.66 THIS GENUS WAS DESCRIBED BY REICHENBACH IN THE “BOTANISCHE ZEITUNG” - JORNAL BOTÂNICO - IN 1852 AND ITS NAME DERIVES FROM V. PESCATORE, A FRENCHMAN WHO LIVED NEAR PARIS IN THE MIDDLE OF THE 19 TH CENTURY AND HAD AN EXCELLENT COLLECTION OF ORCHIDS. IT HAS ABOUT 20 SPECIES FROM COSTA RICA TO ECUADOR, WHERE THEY LIVE AS EPIPHYTES AT AN ALTITUDE OF 100 TO 2600 M, IN HUMID TROPICAL FORESTS. They have no pseudobulbs and their leaves are relatively low, light green, arranged in a fan EN ESTE GÉNERO FOI DESCRITO POR REICHENBACH NO “BOTANISCHE ZEITUNG” – JORNAL BOTÂNICO- EM 1852 E O SEU NOME DERIVA DE V. PESCATORE, UM FRANCÊS QUE VIVIA PERTO DE PARIS EM MEADOS DO SÉC. 19 COM UMA EXCELENTE COLEÇÃO DE ORQUÍDEAS. CONTA COM CERCA DE 20 ESPÉCIES ORIUNDAS DA COSTA RICA ATÉ AO EQUADOR, ONDE VIVEM COMO EPÍFITAS À ALTITUDE DE 100 A 2600 M EM FLORESTAS TROPICAIS HÚMIDAS. Não têm pseudobolbos e tem as suas folhas relativamente baixas, verde claro, dispostas em orchids | orquídeas o PESCATOREA Text/Text: Graziela Meister | Photos/Fotografias:Graziela Meister e Wikimedia PT Pescatorea dayana 67 forma de leque, o que faz lembrar a Huntleya, emanando de cada uma, uma única flor em tons de branco, rosa, azulada ou violeta com labelo de cor contrastante. As flores são recurvadas, de textura dura, perfumadas e de longa duração. Questiona-se se a Pescatorea deve ser um género individual ou se se deve unir à Bollea, Kefersteinia, Huntleya e especialmente ao Zygopetalum. Deste pode-se distinguir pela ausência de pseudobolbos, mas até hoje estas dúvidas ainda estão por esclarecer e a maior parte das Pescatorea eram classificadas de Zygopetalum. No compêndio “Orquídeas do Panamá”, Louis Williams e Paul Allen escrevem que a separação dos géneros aliados à aliança Zygopetalum, que inclui a Bollea, Huntleya, Kefersteinia, Pescatorea e Zygopetalum é considerada por muitos como sendo uma questão pessoal. Desde meados do séc. 19 que há uma grande confusão sobre em que género é que a Pescatorea deve ser incluída, no entanto shape, which reminds Huntleya, emanating from each one, a single flower in shades of white, pink, bluish or violet with a contrasting lip. The flowers are curved, hard-textured, fragrant and long-lasting. It is questioned whether Pescatorea should be an individual genus or if it should be united to Bollea, Kefersteinia, Huntleya and especially to Zygopetalum. This can be distinguished by the absence of pseudobulbs, but to this day these doubts are still unanswered and most of the Pescatorea were classified as Zygopetalum. In the compendium “Orchids of Panama”, Louis Williams and Paul Allen write that the separation of the genera allied to the Zygopetalum alliance, which includes Bollea, Huntleya, Kefersteinia, Pescatorea and Zygopetalum is considered by many to be a personal matter. Since the middle of the 19th century that there is a great deal of confusion as to which genus Pescatorea should be included in, however there has never been Dendrobium nobile e Oncidium Pescatorea dayana 68 nunca houve confusão quanto às suas espécies. A aliança Pescatorea inclui orquídeas como as espécies da Bollea (uma das melhores é a Bollea coelestis azul) espécies da Huntleya, da Chondrorhyncha e até do Zygopetalum, mas sem dúvida as Pescatorea são as jóias da aliança. Esta orquídea requer uma luz de 20.000/40.000 lux com sol filtrado, tendo que se ter em atenção que quanto mais alta for a luz, mais alta tem de ser a humidade e a circulação de ar. Aconselha- se uma temperatura constante todo o ano, sendo que o clima da maior parte delas tem variações sazonais muito fracas unicamente as que habitam as partes mais elevadas. São plantas de clima temperado podendo aguentar 10°C no Inverno. A humidade deve ser sempre muito elevada entre 80/90%. As orquídeas cultivadas com uma percentagem de humidade muito elevada e muita ventilação, são sempre mais saudáveis. Sendo plantas sem reservas, pois não têm pseudobolbos, devem ser mantidas sempre húmidas durante todo o ano. Elas não toleram a Stanhopea confusion as to its species. The Pescatorea alliance includes orchids such as the species of Bollea (one of the best is the blue Bollea coelestis) species of Huntleya, Chondrorhyncha and even Zygopetalum, but without a doubt the Pescatorea are the jewels of the alliance. This orchid requires a light of 20,000 / 40,000 lux with filtered sun, bearing in mind that the higher the light, the higher the humidity and air circulation must be. A constant temperature is advised throughout the year, with the climate of most of them having very weak seasonal variations only those that inhabit the highest parts. They are plants of temperate climate that can withstand 10 ° C in winter. The humidity must always be very high between 80/90%. Orchids grown with a very high humidity percentage and a lot of ventilation are always healthier. Being plants without reserves, as they do not have pseudobulbs, they should always be kept Pescatorea dayana 69 secura. No entanto deve-se reduzir ligeiramente a rega se as temperaturas estiverem mais baixas, para algumas das espécies. A rega deve ser ajustada conforme a temperatura. Se as temperaturas ficarem muito altas e as plantas não forem devidamente regadas causa stress para as folhas e para as flores. A água nunca pode ficar nos rebentos novos ou nas florescências, pois apodrecem com muita facilidade, especialmente se forem expostas a temperaturas stressantes. A fertilização deve ser ¼ da dose recomendada em cada duas regas, mas também é recomendado ½ da dose recomendada de 15 em 15 dias ou mensalmente. Não temos de considerar um período de repouso, pois esta planta está em crescimento contínuo. Os vasos a usar são de preferência cestos de pendurar em que o substrato terá de ser muito leve como esfagno ou perlite permitindo uma boa circulação de ar e uma exposição das flores muito bonita. Pescatorea cerina Pescatorea cerinaNext >